sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O DESPERTAR DE UMA ILUSÃO



Assistindo ao jogo de ontem, entre SPFC X Ponte Preta, pus-me a analisar a conduta de Muricy Ramalho.

Sua arrogância e teimosia, pode ser que decorram de uma insegurança muito grande ou, quem sabe, pelo medo de se descobrir, um completo incompetente.

Pode levar algum tempo, talvez, um tempo que nunca chegará.

E não é exclusividade do Muricy, viver sob um paradigma, mas agir sob outro; acreditar piamente que você é, quando na realidade, não o é.

A constatação pode vir com uma rasteira da vida, um tapa na cara de alguém ou, naturalmente com o amadurecimento.

Porém, a constatação pode não vir e, infelizmente, mesmo com uma rasteira da vida, um tapa na cara de alguém ou através de um amadurecimento que jamais se materializou.

E quando ela vem, chega repleta de dor, negação e arrependimento.

Então, será que pelo medo de sentimentos tão funestos, nós nos colocamos sempre a correr de um despertar?

Mas, será que a fuga não nos afunda ainda mais, para quando o possível ou inevitável encontro datar?

Não posso julgar o Muricy – sou tão humano quanto ele.

No entanto, nessa minha e também nossa introspecção, posso desejar que tenhamos humildade e força para destruirmos toda ilusão que nos leva a dores tão agudas, quando despertadas do pesadelo de uma vida de mentiras.

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